CIRURGIA DE MOHS · RIO DE JANEIRO
Cirurgia de Mohs no Rio de Janeiro
Na cirurgia de Mohs, retiro o câncer de pele em camadas finas e examino ao microscópio toda a margem de cada camada, na mesma sessão, até não restar tumor. É indicada sobretudo para carcinoma basocelular e espinocelular no rosto, em tumores que voltaram e nos de bordas mal definidas. A avaliação é feita nas unidades da Barra da Tijuca e de Copacabana.
Dr. Raphael Peryassú · CRM-RJ 52.72166-2 · RQE 24796 · Coordenador do curso de Cirurgia de Mohs do IMS

O QUE É
O que é a cirurgia de Mohs
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma forma de operar o câncer de pele em que a cirurgia e o exame das margens acontecem juntos. Retiro o tumor com uma margem pequena, e essa peça é congelada, cortada em lâminas finas e examinada ao microscópio enquanto o paciente aguarda.
Se a lâmina mostra tumor em algum ponto da margem, volto exatamente naquele ponto e retiro só mais um pouco. O ciclo se repete até a margem ficar livre. Assim retiro apenas a pele que precisa sair, o que importa muito no nariz, nas pálpebras, nos lábios e nas orelhas, onde cada milímetro conta.
QUANDO É INDICADA
Quando a cirurgia de Mohs é indicada
Nem todo câncer de pele precisa de Mohs. Muitos se resolvem com uma cirurgia dermatológica convencional, feita no consultório. Indico Mohs quando o tipo, o tamanho ou o lugar do tumor pedem o controle de margem que só ela oferece:
Quem ainda não tem diagnóstico começa pela consulta e, se a lesão for suspeita, pela biópsia. Quem já tem o laudo pode trazê-lo: é com ele que decido se o caso é de Mohs ou de cirurgia convencional.
PASSO A PASSO
Como é feita a cirurgia de Mohs
A consulta e o planejamento acontecem no consultório. A cirurgia é feita em ambiente hospitalar, com anestesia local e em regime ambulatorial: o paciente vai para casa no mesmo dia.
Anestesia local e primeira camada
Com a área anestesiada, retiro o tumor visível com uma margem pequena e marco a orientação da peça, para saber de que lado veio cada parte.
Exame da margem na mesma sessão
A peça é congelada, cortada no criostato e corada. Ao microscópio, examino toda a borda e o fundo, não uma amostra deles.
Mapa do que ficou
Se houver tumor em algum ponto da margem, ele é marcado num mapa da ferida. O paciente espera com um curativo.
Nova camada só onde precisa
Volto apenas ao ponto marcado e repito o exame até a margem ficar livre. A maioria dos casos se resolve em poucas camadas, mas o número depende de cada tumor.
Fechamento
Com a margem livre, fecho a ferida: com pontos simples, com um retalho da pele vizinha ou com um enxerto, conforme o tamanho e o lugar.
Cirurgia convencional
- Margem definida a olho, com folga de segurança
- Peça enviada ao laboratório; laudo dias depois
- O laudo examina cortes por amostragem da margem
- Se a margem vier comprometida, nova cirurgia
Cirurgia de Mohs
- Margem pequena, ampliada só onde há tumor
- Exame feito durante a própria cirurgia
- Toda a borda e o fundo são examinados
- A cirurgia só termina com a margem livre
RECUPERAÇÃO
Recuperação e cuidados depois da cirurgia
No mesmo dia. O paciente sai com um curativo e com as orientações por escrito. Recomendo vir acompanhado, porque a cirurgia pode levar algumas horas e, perto dos olhos, o curativo pode atrapalhar a visão até o dia seguinte.
Nos primeiros dias. É comum um pouco de inchaço e, no rosto, uma mancha arroxeada que some sozinha. Dor costuma ser leve e controlada com analgésico simples. Peço para evitar esforço físico, abaixar a cabeça e tomar sol na área até a retirada dos pontos.
Pontos e retorno. Os pontos são retirados no retorno, em um prazo que depende da região: no rosto, mais cedo; no tronco e nos membros, mais tarde. O afastamento do trabalho varia com o tamanho da ferida e com o tipo de atividade, e é combinado antes da cirurgia.
A cicatriz. Toda cirurgia deixa cicatriz. Ela fica avermelhada no início e vai clareando e amaciando ao longo de meses. Como Mohs retira só a pele necessária, a ferida tende a ser menor, e o fechamento é planejado seguindo as linhas naturais do rosto.
Depois da cura. Quem teve um câncer de pele tem mais chance de ter outro. Por isso o acompanhamento continua com consultas periódicas e, quando indicado, com mapeamento de pintas.
Já tem o laudo da biópsia? Envie pelo WhatsApp para agendar a avaliação.
Falar no WhatsAppÁREAS DELICADAS
Mohs no nariz, na pálpebra e na orelha
No nariz
É o lugar mais comum do carcinoma basocelular no rosto, e onde há menos pele sobrando. Depois da retirada, a reconstrução costuma usar um retalho da pele vizinha, que tem cor e textura parecidas.
Na pálpebra
A pele é fina e qualquer perda muda o fechamento do olho. Preservar tecido aqui é questão de função, não só de aparência. Casos que envolvem a borda da pálpebra ou o canal lacrimal podem ser planejados em conjunto com o oftalmologista.
Na orelha e nos lábios
São áreas de cartilagem e de contorno, onde uma retirada ampla deixaria deformidade. O controle de margem do Mohs permite retirar menos pele, o que facilita a reconstrução.
QUEM OPERA
Por que com um cirurgião dermatológico
A cirurgia de Mohs junta duas habilidades: operar e ler a lâmina. Sou dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia desde 2007 (RQE 24796) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
No Instituto de Dermatologia (IMS), coordeno o curso de Cirurgia Dermatológica desde 2011 e o curso de Cirurgia de Mohs desde 2026, onde ensino a técnica a outros dermatologistas. Sou a terceira geração de uma família de dermatologistas.
Na consulta, uma parte importante do trabalho é dizer quando Mohs não é necessária. Indicar a técnica certa para cada tumor também é uma decisão técnica.

PERGUNTAS FREQUENTES
Perguntas frequentes sobre a cirurgia de Mohs
A cirurgia de Mohs dói?
Quanto tempo dura a cirurgia de Mohs?
A cirurgia de Mohs deixa cicatriz?
O câncer de pele volta depois da cirurgia de Mohs?
Quanto custa a cirurgia de Mohs?
Cirurgia de Mohs no nariz: como fica depois?
Dá para fazer cirurgia de Mohs na pálpebra?
Preciso ficar internado?
ONDE ATENDEMOS
Onde atendemos no Rio de Janeiro
Barra da Tijuca
Lead Américas
Av. das Américas, 2.480 — Bloco 2, Sala S120
Atende também quem vem do Recreio, de Jacarepaguá e da Zona Oeste.
Unidade Barra da Tijuca →Copacabana
Copacabana Medical Tower
Rua Siqueira Campos, 59 — Sala 308
A poucos metros do metrô Siqueira Campos, perto de Ipanema, Leme e Botafogo.
Unidade Copacabana →Referências
- Rowe DE, Carroll RJ, Day CL Jr. Long-term recurrence rates in previously untreated (primary) basal cell carcinoma: implications for patient follow-up. J Dermatol Surg Oncol. 1989;15(3):315-28. PubMed
- Rowe DE, Carroll RJ, Day CL Jr. Mohs surgery is the treatment of choice for recurrent (previously treated) basal cell carcinoma. J Dermatol Surg Oncol. 1989;15(4):424-31. PubMed
Leia também
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