CARCINOMA BASOCELULAR · RIO DE JANEIRO

Carcinoma basocelular no Rio de Janeiro

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele. Cresce devagar e raramente se espalha, mas precisa ser retirado, porque continua avançando sobre a pele e os tecidos vizinhos. O diagnóstico é feito na consulta e confirmado pela biópsia, e o tratamento mais usado é a cirurgia, convencional ou de Mohs. Atendo na Barra da Tijuca e em Copacabana.

Dr. Raphael Peryassú · CRM-RJ 52.72166-2 · RQE 24976 · Coordenador do curso de Cirurgia de Mohs do IMS

SBD Soc. Bras. de Dermatologia
SBCD Cirurgia Dermatológica
Grupo Bras. do Melanoma
Intl. Society of Dermatology
Carcinoma basocelular na região temporal esquerda: lesão rosada, com crosta na superfície, em pele com sinais de sol acumulado
Carcinoma basocelular na região temporal esquerda. Foto do acervo do Dr. Raphael Peryassú, publicada com autorização do paciente.

O QUE É

O que é o carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular é um tumor maligno que nasce das células da camada mais profunda da epiderme, a camada basal. Faz parte do grupo dos cânceres de pele não melanoma, o tipo de câncer mais comum no Brasil, segundo o INCA.

É o câncer de pele que menos se espalha: cresce devagar e raramente dá metástase. O risco dele é local. Sem tratamento, continua crescendo no mesmo lugar e pode destruir pele, cartilagem e outros tecidos. Por isso, quanto antes for retirado, menor a cirurgia e mais simples a reconstrução.

CAUSAS E FATORES DE RISCO

Por que o carcinoma basocelular aparece

A principal causa é o sol acumulado ao longo da vida. Por isso ele aparece sobretudo no rosto, nas orelhas, no couro cabeludo, no pescoço e no colo, e é mais comum a partir da meia-idade. Têm mais risco:

Pessoas de pele clara, que se queimam com facilidade
Quem tomou muito sol ao longo da vida, no trabalho, no esporte ou na praia
Quem já teve um câncer de pele
Pessoas com a imunidade baixa, como os transplantados
Quem tem casos de câncer de pele na família

A proteção solar diária é a forma mais eficaz de prevenção, e vale em qualquer idade.

QUANDO PROCURAR

Quando procurar o dermatologista

O carcinoma basocelular pode ter aspectos muito diferentes, e várias lesões benignas se parecem com ele. Não é possível ter certeza olhando em casa. Procure avaliação quando notar:

Uma ferida que não cicatriza, ou que fecha e volta a abrir
Uma lesão que sangra com facilidade, ao enxugar o rosto ou fazer a barba
Um caroço ou uma mancha nova que cresce aos poucos
Qualquer lesão que mudou de tamanho, de cor ou de forma

Na consulta, examino a pele com o dermatoscópio. Se a lesão for suspeita, faço a biópsia: com anestesia local, retiro um fragmento, ou a lesão inteira quando ela é pequena, para o exame histopatológico. É o laudo que confirma o diagnóstico e mostra o subtipo do tumor, que pesa na escolha do tratamento.

Imagem de dermatoscopia de um carcinoma basocelular, com vasos vermelhos ramificados sobre a lesão
Dermatoscopia de um carcinoma basocelular. O dermatoscópio amplia a lesão e mostra detalhes que não se veem a olho nu, como os vasos ramificados na superfície.

TRATAMENTO

Como é o tratamento do carcinoma basocelular

O tratamento depende do subtipo, do tamanho e do lugar do tumor, e da saúde de cada paciente. A cirurgia é o tratamento mais usado, porque retira o tumor e permite examinar as margens.

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Cirurgia convencional

Retiro o tumor com uma margem de pele sadia em volta e fecho com pontos. É feita no consultório, com anestesia local, e a peça vai para o exame histopatológico, que confirma se as margens estão livres. Resolve a maior parte dos casos. Veja mais em cirurgia dermatológica.

2

Cirurgia de Mohs

O tumor é retirado em camadas, e toda a margem de cada camada é examinada ao microscópio na mesma sessão, até não restar tumor. Indicada no rosto, em tumores que voltaram, de bordas mal definidas ou de subtipo mais agressivo. Veja como é a cirurgia de Mohs.

3

Tratamentos sem corte

Em tumores superficiais e pequenos, em lugares de menor risco, há duas opções sem corte que faço: a criocirurgia, que destrói o tumor pelo congelamento, e o imiquimode, um creme aplicado na pele pelo próprio paciente, com retornos para acompanhar a resposta. A radioterapia fica para quem não pode ser operado. Cada opção tem indicação precisa, definida depois da biópsia.

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DEPOIS DO TRATAMENTO

Acompanhamento depois do tratamento

Consultas periódicas. Quem teve um carcinoma basocelular tem mais chance de ter outro, no mesmo lugar ou em outra parte da pele. Por isso o acompanhamento continua depois do tratamento, com uma consulta por ano e exame da pele inteira.

Sol com cuidado. A proteção solar diária, o chapéu e os horários de sol mais fraco continuam valendo para o resto da vida.

Atenção à pele. Qualquer ferida que não cicatriza ou lesão nova que cresce, inclusive sobre a cicatriz, é motivo para antecipar a consulta.

QUEM TRATA

Tratamento com um cirurgião dermatológico

Sou dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia desde 2007 (RQE 24976) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

No Instituto de Dermatologia (IMS), coordeno o curso de Cirurgia Dermatológica desde 2011 e o curso de Cirurgia de Mohs desde 2026. Faço a biópsia, a cirurgia convencional e a cirurgia de Mohs, o que permite escolher para cada tumor a técnica que ele pede.

Conheça a trajetória completa →

Dr. Raphael Peryassú, dermatologista e cirurgião dermatológico

PERGUNTAS FREQUENTES

Perguntas frequentes sobre o carcinoma basocelular

Carcinoma basocelular é grave?
É um câncer, e por isso precisa ser tratado. Mas é o tipo de câncer de pele que menos se espalha: cresce devagar e raramente dá metástase. O problema de deixar para depois é que ele continua crescendo no lugar onde está e pode destruir pele, cartilagem e outros tecidos vizinhos, o que torna a cirurgia e a reconstrução maiores.
Carcinoma basocelular dá metástase?
Raramente. Ao contrário do melanoma, o carcinoma basocelular quase nunca se espalha para outros órgãos. O risco dele é local: crescer e invadir os tecidos em volta quando não é tratado.
Carcinoma basocelular pode virar melanoma?
Não. São tumores diferentes, que nascem de células diferentes da pele. Quem teve um carcinoma basocelular, porém, tem pele com mais dano solar acumulado, e por isso vale manter o acompanhamento com o dermatologista.
O carcinoma basocelular volta depois do tratamento?
Pode voltar no mesmo lugar, e a chance depende do tipo do tumor, do lugar e do tratamento escolhido. Na cirurgia de Mohs, em uma revisão clássica de estudos, a recidiva em 5 anos foi de 1,0% nos tumores tratados pela primeira vez (Rowe e colaboradores, 1989). Além disso, quem teve um tem mais chance de ter outro em outro lugar, por isso o acompanhamento continua.
Como é feita a biópsia?
Com anestesia local, no consultório. Retiro um pequeno fragmento da lesão, ou a lesão inteira quando ela é pequena, e o material vai para o exame histopatológico. O laudo confirma o diagnóstico e mostra o subtipo do tumor, que orienta o tratamento.
Toda lesão de carcinoma basocelular precisa de cirurgia de Mohs?
Não. Muitos casos se resolvem com a cirurgia convencional, feita no consultório. Indico Mohs quando o tumor está no rosto, em áreas como nariz, pálpebras, lábios e orelhas, quando voltou depois de um tratamento, quando tem bordas mal definidas ou um subtipo mais agressivo na biópsia.
Quanto custa o tratamento?
Depende do tamanho, do lugar e do tipo do tumor e do tratamento indicado, então só é possível informar depois da avaliação. Nossa equipe passa as informações pelo WhatsApp (21) 99642-3139.

ONDE ATENDEMOS

Onde atendemos no Rio de Janeiro

Barra da Tijuca

Lead Américas
Av. das Américas, 2.480 — Bloco 2, Sala S120

Atende também quem vem do Recreio, de Jacarepaguá e da Zona Oeste.

Unidade Barra da Tijuca →

Copacabana

Copacabana Medical Tower
Rua Siqueira Campos, 59 — Sala 308

A poucos metros do metrô Siqueira Campos, perto de Ipanema, Leme e Botafogo.

Unidade Copacabana →

Referências

  1. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pele não melanoma. gov.br/inca
  2. Rowe DE, Carroll RJ, Day CL Jr. Long-term recurrence rates in previously untreated (primary) basal cell carcinoma: implications for patient follow-up. J Dermatol Surg Oncol. 1989;15(3):315-28. PubMed

Leia também

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